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Elói Carneiro

FreeCAD: modelando peças 3D com software livre

Depois de começar a imprimir peças em 3D, percebi que encontrar modelos prontos não seria suficiente. Muitos objetos precisam de uma medida específica, de uma folga diferente ou de uma alteração que não existe no arquivo original. Para desenhar minhas próprias peças, comecei a usar o FreeCAD.

O FreeCAD é um software livre de CAD com recursos de modelagem paramétrica. Estou usando a ferramenta para sair de uma ideia ou de uma medida real, criar um modelo ajustável e chegar a um arquivo que posso preparar para impressão. Até agora, a experiência tem sido muito boa: no meu uso, não sinto que esteja perdendo para soluções comerciais nas tarefas que realmente preciso executar.

Creality HI com CFS: minha experiência imprimindo em quatro cores

Minha entrada na impressão 3D começou com uma aquisição que eu vinha planejando há algum tempo: a Creality HI acompanhada do CFS, o sistema de alimentação de filamento. A combinação me permite experimentar tanto com peças funcionais quanto com modelos que ficam mais interessantes quando recebem mais de uma cor.

Nos primeiros testes, a possibilidade de trabalhar com até quatro cores foi o que mais chamou minha atenção. Ainda estou aprendendo quais projetos realmente se beneficiam da troca de filamento, mas já ficou claro que a impressora pode ser mais do que uma máquina para repetir um arquivo pronto: ela virou uma ferramenta para transformar ideias em objetos.

RustDesk: suporte remoto open source sob meu controle

Administrar computadores de uma empresa frequentemente exige acesso remoto. Nem sempre estou diante da máquina que precisa de suporte, e esperar que o usuário descreva cada detalhe do problema pode transformar uma correção simples em uma sequência longa de mensagens.

O RustDesk é uma alternativa open source para esse cenário. Ele permite criar uma solução de acesso remoto para as máquinas que administro, com clientes para diferentes sistemas e também para o celular. Na prática, consigo iniciar um atendimento rapidamente sem depender exclusivamente de uma solução comercial.

Podman: contêineres rootless com mais controle no Linux

Contêineres facilitam testar aplicações, separar dependências e reproduzir serviços em máquinas diferentes. A tecnologia é útil, mas a forma como o runtime é executado também importa: um comando simples pode criar processos, redes, volumes e permissões no host.

O Podman é uma alternativa compatível com o ecossistema de contêineres OCI e com muitos comandos conhecidos do Docker. Para o meu uso, ele apresenta uma proposta mais segura e flexível que a instalação Docker tradicional porque não depende de um daemon central privilegiado e permite executar contêineres diretamente como um usuário comum.

Cloudflared Tunnel: publicar containers na internet sem uma VPS

Publicar uma aplicação na internet costumava significar contratar uma VPS, configurar um endereço IP, abrir as portas 80 e 443, instalar um proxy reverso e cuidar dos certificados. Esse modelo continua sendo válido, mas nem sempre faz sentido pagar por um servidor separado quando já tenho uma máquina própria capaz de executar os containers.

O Cloudflare Tunnel, executado pelo cloudflared, oferece outro caminho. Um agente instalado no meu servidor cria conexões de saída para a rede da Cloudflare e encaminha as requisições para uma aplicação local. Assim, consigo publicar um serviço usando meus próprios recursos, sem expor diretamente o endereço do servidor e sem abrir portas de entrada no firewall.

Syncthing: arquivos sincronizados entre notebook, smartphone e servidor

Uma das pequenas tarefas que mais se repetem no dia a dia é transferir um arquivo de um dispositivo para outro. Às vezes preciso enviar uma foto do smartphone para o notebook, copiar um documento para o servidor ou levar uma anotação para todos os lugares onde trabalho.

O Syncthing ajuda a eliminar boa parte desse trabalho manual. Depois que os dispositivos estão configurados, ele mantém pastas sincronizadas automaticamente entre eles. No meu fluxo, isso significa ter arquivos disponíveis no notebook, no smartphone e no servidor sem precisar iniciar um envio toda vez.

UV: ambientes e dependências Python com velocidade e praticidade

Gerenciar um projeto Python envolve mais do que escrever os arquivos da aplicação. É preciso escolher a versão do Python, criar o ambiente virtual, instalar dependências, registrar versões e repetir tudo isso em outra máquina ou durante um deploy.

O uv reúne essas tarefas em uma ferramenta única e rápida. Desenvolvido em Rust, ele resolve dependências, aproveita cache e evita que eu precise alternar entre várias ferramentas para preparar o ambiente. A praticidade não está apenas em executar comandos mais velozes: está em deixar o estado do projeto explícito e fácil de reproduzir.

Rclone: migrando arquivos entre serviços de nuvem

Manter arquivos em serviços de nuvem é conveniente, mas a migração entre provedores nem sempre é simples. Quando precisei levar um backup do Dropbox para o Google Drive, não queria depender de baixar tudo para o notebook e depois enviar novamente. Além de demorar, esse processo exigiria espaço local e uma conexão estável durante toda a operação.

Foi nesse cenário que o Rclone se tornou uma ferramenta muito útil. Com ele, consigo tratar diferentes serviços de armazenamento como destinos acessíveis pelo terminal e fazer cópias diretamente entre eles.

Tailscale: uma VPN ágil para conectar máquinas e acelerar o trabalho

Interligar máquinas de uma rede doméstica, um notebook e um servidor remoto normalmente envolve endereços IP, encaminhamento de portas, firewall e alguma forma de autenticação. Quando a necessidade é apenas acessar os equipamentos com segurança, montar essa estrutura manualmente pode consumir mais tempo do que o problema realmente exige.

O Tailscale simplifica esse trabalho ao criar uma rede privada baseada em WireGuard. Depois que os dispositivos entram na mesma tailnet, consigo acessá-los por nomes e endereços privados, sem precisar expor cada serviço diretamente na internet. Essa agilidade ajuda tanto no desenvolvimento quanto na operação de aplicações em servidores próprios.

Ruff: lint e formatação para escrever Python com mais consistência

Em um projeto Python, parte do tempo é consumida por problemas que não estão na ideia principal da aplicação. Imports que sobraram, variáveis que nunca são usadas, condições difíceis de entender e diferenças de formatação aparecem aos poucos e tornam a revisão mais cansativa.

O Ruff reúne lint e formatação em uma ferramenta rápida. Ele analisa o código sem executá-lo, aponta problemas que podem esconder bugs e aplica um padrão visual consistente. Quando habilito as regras adequadas, também consigo antecipar alguns padrões de código que representam risco de segurança.